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Petrobras eleva gasolina em 19%: veja o novo preço

Investimentos - Ações

Foto: Suno/Banco

A Petrobras elevou em 19% o preço da gasolina nas refinarias, de R$ 2,57 para R$ 3,05 por litro, mantendo o diesel a R$ 3,65. O ajuste, válido desde 29 de maio, foi interpretado pelo BTG Pactual como positivo para as margens de refino e para os resultados da estatal. O banco reiterou recomendação de compra para os papéis, com preço-alvo de US$ 25 para o ADR.

Para mitigar o impacto imediato ao consumidor, a companhia informou que aplicará um desconto de R$ 0,44 por litro, compensado pela subvenção governamental de mesmo valor anunciada previamente. Essa calibragem busca reduzir a defasagem frente aos preços internacionais e dar previsibilidade à política comercial da Petrobras.

Segundo os analistas Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha, o reajuste reduziu o desconto da gasolina para 23% em relação à paridade de importação, ante 36% antes do aumento. Na comparação com a paridade de exportação, o desconto estimado caiu para 10%, sugerindo menor assimetria entre o mercado doméstico e o cenário externo.

O diesel, por sua vez, permanece com desconto de 10% frente à paridade de importação e apresenta prêmio de 2% sobre a paridade de exportação. O BTG avalia que a manutenção desse nível, somada ao retorno da cobrança de PIS/Cofins sobre o combustível em 1º de junho, pode motivar novos ajustes pontuais ao longo das próximas semanas, alinhando preços e reduzindo volatilidade.

Impacto nos resultados e visão do BTG

Em síntese, o reajuste da gasolina reduz a defasagem, melhora a visibilidade operacional e reforça a tese de investimentos em Petrobras no curto e médio prazos. Com a política de preços mais próxima das referências internacionais e o suporte da subvenção temporária, a companhia tende a preservar competitividade, sustentar caixa e potencialmente ampliar a remuneração ao acionista.

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