O dividendo do MXRF11, maior FII do Brasil em número de cotistas, foi mantido em R$ 0,10 por cota para a competência de maio de 2026, com pagamento programado para 15 de junho de 2026. A manutenção do patamar reforça a consistência da política de distribuição do fundo em meio ao ambiente de juros elevados e seletividade no crédito.
Quem estava posicionado ao fim do pregão de 29 de maio de 2026 fará jus aos proventos. Considerando a cotação de R$ 9,96, o yield mensal aproxima-se de 1,00%, patamar que segue competitivo frente a alternativas de renda passiva na Bolsa.
Para investidores pessoas físicas, os rendimentos de FIIs permanecem isentos de IR, desde que cumpridos os requisitos legais. Essa vantagem tributária é parte relevante do apelo do dividendo do MXRF11, pois potencializa o retorno líquido recebido na conta do cotista.
Em março, o FII MXRF11 reportou R$ 0,0971 por cota no regime de caixa, somando R$ 44,68 milhões em rendimentos. Além disso, contava com R$ 12,74 milhões em reserva de correção monetária, equivalente a R$ 0,027 por cota, oferecendo margem para suavizar oscilações futuras.
Os CRIs responderam por R$ 39,78 milhões do resultado, enquanto o book de FIIs adicionou R$ 4,8 milhões e as permutas, R$ 3,3 milhões. Em abril de 2026, o fundo imobiliário MXRF11 distribuiu R$ 0,095 por cota, cerca de 78,95% do CDI após impostos, ilustrando a correlação do portfólio com o crédito indexado.
MXRF11 ajustou sua alocação por meio de vendas parciais dos CRIs Matheus Ilhéus, FGR, FS Infra e Arcellor Mittal, além da alienação total do HBR Hotel W, movimentando R$ 117 milhões e gerando R$ 2,4 milhões em ganho de capital. Em paralelo, reforçou posições em BRF Visa, CRI Helbor República do Líbano, Mateus TRX e Shopping Metrô Itaquera, mantendo exposição diversificada.
A carteira de CRIs tem viés para o residencial (32,20%), seguida por varejo alimentício (20,38%), varejo (7,41%), properties (5,79%), shoppings (4,70%) e agronegócio (4,44%). Esse arranjo sustenta o perfil de renda, ao mesmo tempo em que distribui riscos entre setores e emissores, favorecendo a perenidade do dividendo do MXRF11.
