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KNSC11 eleva resultado e mantém R$ 0,08 por cota em março

Fundo imobiliário firma dois acordos de 5 anos com Banrisul

Fundo imobiliário firma dois acordos de 5 anos com Banrisul. Foto: Suno/Banco

O rendimentos do KNSC11 voltou a ganhar tração em fevereiro de 2024, quando o fundo reportou resultado líquido de R$ 16,2 milhões, avanço de 60,4% frente aos R$ 10,1 milhões de janeiro. O desempenho reflete a maior contribuição dos CRIs, combinada a um cenário de juros ainda elevados, apesar de pressões vindas da inflação recente. A distribuição anunciada acompanha a alta do resultado, preservando a isenção de IR para pessoas físicas.

O fundo pagará R$ 0,08 por cota, somando R$ 16,2 milhões em proventos. Com base na cota média de R$ 9,19, a rentabilidade do KNSC11 alcançou 0,87% no mês. O retorno equivale a 87% do DI ou 103% do CDI com gross-up de 15%, mantendo o patamar competitivo frente a alternativas de renda fixa pós-fixadas.

Entre as fontes de receita, os CRIs responderam por R$ 16,7 milhões, reforçando o papel central desses papéis na geração de caixa do portfólio. As LCIs adicionaram R$ 400 mil, enquanto aplicações de caixa contribuíram com R$ 800 mil, ajudando a suavizar a sazonalidade do mês. As despesas totais somaram R$ 1,7 milhão, compatíveis com a operação e sem eventos não recorrentes relevantes.

A dinâmica macroeconômica pesou na marcação dos ativos indexados à inflação. Os CRIs atrelados ao IPCA carregam defasagem de dois meses, e os resultados de fevereiro refletiram os IPCA de dezembro e janeiro, ambos em 0,33%, o que limitou a expansão dos rendimentos. Por outro lado, os papéis pós-fixados se beneficiaram da Selic ainda elevada, embora o menor número de dias úteis tenha reduzido o carregamento.

Carteira e alocação seguem alinhadas à política do fundo. O portfólio mantém 100,3% em ativos-alvo, 2,4% em LCI e 7,3% em caixa, indicando gestão prudente de liquidez. Nos indexadores, 62,1% estão em CRIs IPCA (IPCA + 10,10% a.a., prazo médio de 7,1 anos), enquanto 38,1% estão em CRIs CDI (CDI + 3,14% a.a., prazo médio de 3,8 anos), combinação que diversifica a exposição entre inflação e juros.

Perspectivas para os próximos meses dependem do comportamento do IPCA corrente e do ritmo de cortes na Selic. Se a inflação se mantiver comportada, a parcela IPCA pode recuperar fôlego à medida que índices mais favoráveis entrarem na base. Já os ativos pós-fixados devem seguir relevantes, oferecendo proteção enquanto a taxa básica permanece elevada.

Com esse quadro, o rendimentos do KNSC11 sustenta distribuição estável no curto prazo, com potencial de melhora conforme a defasagem inflacionária se normalize e a carteira amadureça. A gestão sinaliza disciplina na seleção de créditos e no equilíbrio entre duration e indexadores, fatores-chave para preservar o resultado em diferentes cenários.

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