O imposto de renda 2026 se aproxima com atenção redobrada para quem recebeu ressarcimentos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Entre 23 de março e 29 de maio de 2026, contribuintes devem declarar corretamente os valores recebidos para evitar inconsistências com a Receita Federal.
Entender o funcionamento do FGC é essencial. Quando uma instituição financeira entra em liquidação, o fundo ressarce o investidor dentro dos limites de cobertura, recompondo um investimento já realizado, e não gerando um novo ganho. Em geral, os tributos incidentes sobre rendimentos podem ter sido tratados na origem, o que significa que parte dos valores chega ao investidor já líquida, dependendo do produto financeiro original, como CDB, LCI ou LCA.
Como o FGC não emite informes de rendimentos tradicionais, o contribuinte deve usar os comprovantes oficiais de ressarcimento para preencher a declaração do imposto de renda. Esses documentos devem ser confrontados com o histórico previamente declarado, garantindo que valores, datas e instituições batam com o que já foi informado em anos anteriores.
- Compatibilize o valor ressarcido com o investimento original declarado.
- Classifique corretamente a natureza do rendimento segundo o produto: CDB tributa via tabela regressiva; LCI e LCA são isentos para pessoa física. Dessa forma, você evita erros de classificação que podem levá-lo à malha fina.
A Receita Federal intensificou o cruzamento de dados e ampliou a declaração pré-preenchida para 2026. Isso aumenta a precisão exigida ao informar ressarcimentos do FGC. Caso haja divergências entre o que foi declarado no passado e o que foi efetivamente ressarcido, a tendência é de retenção para conferência.
Mesmo que a tributação tenha sido tratada na fonte, a obrigação de informar permanece. No imposto de renda 2026, detalhe o valor ressarcido no campo adequado conforme o produto original e informe saldos zerados de aplicações encerradas. Guarde todos os comprovantes do FGC e, se necessário, solicite à instituição liquidada ou ao administrador judicial documentos complementares.
Por fim, revise os dados antes de transmitir. Utilize a pré-preenchida quando disponível e ajuste informações referentes ao FGC. Esse cuidado final ajuda a evitar autuações, acelera a restituição e assegura conformidade em um cenário mais automatizado, no qual a Receita cruza, em tempo real, dados de investimentos e ressarcimentos. Assim, você finaliza sua declaração do imposto de renda com segurança.
