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Ibovespa cai e emplaca quarto pregão de baixa; veja destaques

Um homem de terno está segurando uma caneta e olhando para um pedaço de papel

Imagem gerada por IA

O Ibovespa aprofunda as perdas nesta segunda-feira (11) e caminha para a quarta sessão consecutiva no negativo, caindo 1,27% às 13h, aos 181.770,69 pontos. O humor doméstico destoa do cenário externo, onde os principais índices globais operam de forma mista em meio a novas tensões no Oriente Médio e cautela com resultados corporativos.

A escalada geopolítica ganhou tração após Donald Trump chamar de “estúpida” a proposta iraniana de cessar-fogo, ampliando o atrito entre EUA e Irã. O movimento impulsionou o petróleo Brent em mais de 3%, para a região de US$ 105, reforçando temores sobre oferta e alimentando a aversão a risco em emergentes.

No front corporativo, a safra de balanços do 1º trimestre de 2026 segue intensa. A expectativa recai sobre a Petrobras (PETR3; PETR4), que divulga números após o fechamento. Investidores monitoram CAPEX, alavancagem e política de preços como vetores para a próxima perna do mercado.

Entre as ações, Telefônica Brasil (VIVT3) recua 5,66%, a R$ 36,19 às 13h20, apesar de avanços operacionais. O papel reage a projeções mais conservadoras de crescimento e à pressão de custos. Em contrapartida, a Vale (VALE3) lidera os ganhos do índice, apoiada pela valorização do minério de ferro em Dalian após dados positivos da China, que sugerem fôlego adicional para a demanda por commodities.

O câmbio mostra menor volatilidade. O dólar avança 0,10% às 13h40, cotado a R$ 4,898 na compra e R$ 4,899 na venda, refletindo fluxo pontual e a leitura de que o prêmio de risco local já embute parte das incertezas externas. A curva de juros futuros tem inclinação moderada, acompanhando o exterior.

Persiste a leitura de que o balanço de riscos segue assimétrico para ativos brasileiros no curto prazo, condicionado à evolução do quadro geopolítico e aos sinais da temporada de resultados. Para o investidor, disciplina na alocação e atenção aos fundamentos setoriais tornam-se ainda mais relevantes.

Em um ambiente de maior seletividade, o Ibovespa tende a reagir a surpresas corporativas, ao comportamento das commodities e a qualquer sinal de descompressão no risco global, fatores que podem atenuar a sequência de quedas recente.

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