A companhia aérea GOL (GOLL54) notificou o RNGO11, em 27 de fevereiro de 2026, sobre a rescisão antecipada do contrato de locação no C.A. Rio Negro. A desocupação ocorrerá em 1º de julho de 2026 e deve elevar a vacância e pressionar os resultados do fundo. A decisão marca um ponto de atenção para cotistas, que verão efeitos distintos entre o curto e o médio prazo.
A área ocupada pela empresa soma 2.034,54 m² (critério BOMA). Com a devolução, a vacância física do portfólio do FII RNGO11 avançará para 24,84%, patamar relevante para um ativo corporativo em Alphaville. Atualmente, a GOL responde por 6% da receita imobiliária do fundo, o que reforça a materialidade do anúncio.
Durante a transição, a companhia seguirá honrando aluguéis até julho, além de pagar as penalidades de rescisão previstas em contrato. A multa deve contribuir positivamente com cerca de R$ 0,08 por cota até o primeiro semestre, oferecendo um alívio temporário ao fluxo de caixa. Esse reforço, porém, não elimina a necessidade de recomposição da base de locatários.
Após a saída, e na ausência de nova locação, o impacto negativo estimado no resultado é de R$ 0,05 por cota por mês. Esse efeito decorre da perda de receita recorrente, típica de períodos de vacância mais elevada. A compensação via multa é pontual e não substitui a estabilidade gerada por contratos de longo prazo.
A gestão já iniciou a prospecção comercial para reduzir o tempo de vazio. O imóvel em Alphaville, São Paulo, tende a atrair empresas que buscam espaços prontos para ocupação. O fundo RNGO11 pretende manter a mobília e a infraestrutura existentes, estratégia que pode encurtar prazos de negociação, melhorar a taxa de conversão e sustentar a distribuição de rendimentos.
Perspectivas para o cotista incluem maior volatilidade no curto prazo e a possibilidade de recuperação gradual à medida que novas locações se confirmem. A execução comercial e a precificação competitiva serão decisivas para mitigar a vacância e restabelecer o patamar de receitas.
