O fundo imobiliário SNEL11 praticamente dobrou sua base de investidores ao longo de 2026 e alcançou 130 mil cotistas. No início de janeiro, eram cerca de 65 mil, o que indica a adição de aproximadamente 65 mil novos investidores em pouco mais de oito meses.
O avanço corresponde a uma alta de 100% na base desde o começo do ano. Na prática, o fundo somou, em novos cotistas, o mesmo contingente que já possuía em janeiro, ampliando sua presença entre pessoas físicas.
Esse crescimento ocorre em paralelo à expansão no mercado de geração de energia solar. A estratégia tem sido escalar via aquisição e operação de usinas fotovoltaicas voltadas à geração distribuída, com contratos de longo prazo.
SNEL11 registra R$ 13,36 mi e ativos valorizam 11,2%
O fundo registrou R$ 13,36 milhões em resultado distribuível em julho de 2026. No mesmo período, o valor justo dos imóveis adquiridos na segunda e terceira emissões avançou 11,2% desde dezembro do ano passado, ao passar de R$ 279,26 milhões para R$ 310,50 milhões, segundo o relatório gerencial.
A reavaliação, feita com base em laudos de avaliação, mostrou desempenho positivo na maior parte dos projetos. Entre os destaques estão as usinas São Bento, com valorização de 21%, Liberdade, com alta de 18,5%, e Catena, cujo valor atribuído cresceu 13,6%.
Na outra ponta, Pains e Pirassununga foram os únicos ativos com revisão negativa. As variações ficaram em -0,9% e -9,7%, respectivamente, refletindo características específicas de desempenho e premissas utilizadas nas avaliações de cada empreendimento.
Além da valorização, houve avanço na ocupação de parte do portfólio. O fundo celebrou dois contratos de locação com a Setta Energia para 2,65 MWp de capacidade das usinas Várzea 2 e 3, correspondentes a aproximadamente 43,5% da capacidade total do projeto.
Os contratos foram firmados no modelo Take or Pay, com prazo de cinco anos, e preveem o diferimento dos seis primeiros aluguéis. Os valores serão pagos em parcelas mensais e iguais entre o 20º e o 31º mês, enquanto a geração de caixa durante o período será sustentada pelo mecanismo de Renda Mínima Garantida (RMG) previsto na aquisição do ativo.
FII amplia ocupação e mantém receita protegida durante transição
Outro movimento relevante ocorreu na UFV Matozinhos 1, com a transferência do contrato de locação da Enercooper para a Ultra Energia, após pedido de rescisão do acordo anterior. Os débitos e a multa contratual estão em processo de cobrança.
O novo contrato com a Ultra Energia tem prazo de três anos, renovável por igual período, e foi estruturado no modelo de energia compensada. De acordo com a gestão, a nova locatária possui demanda imediata pela capacidade integral da usina, o que deve permitir um período curto de ramp-up.
A operação também reduz a exposição a eventual ociosidade do ativo durante a troca de locatário, já que o projeto segue coberto pela RMG, mecanismo que assegura estabilidade à geração de caixa enquanto ocorre a transição.
Com as duas movimentações, o fundo passa a contar com novos contratos para parte da capacidade de Várzea 2 e 3 e para a totalidade de Matozinhos 1. A abordagem preserva a geração de receita dos empreendimentos enquanto a gestão avança na ocupação de sua capacidade.
