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FII GGRC11 anuncia programa de recompra para até 34,1 milhões de cotas

Um homem usando um laptop em uma sala de reuniões

Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário Zagros Renda Imobiliária anunciou a implementação de um programa de recompra de até 34.115.118 cotas, equivalente a 10% do total de cotas emitidas. Segundo comunicado ao mercado, a iniciativa tem como objetivo realizar uma alocação mais eficiente dos recursos disponíveis, com foco em maximizar a geração de valor aos cotistas.

O cronograma define o início em 30 de julho de 2026, com vigência de até 12 meses. A gestora Zagros Capital e a administradora Vórtx destacaram que as operações ocorrerão na B3, a preços de mercado, observando as condições previstas no regulamento do fundo.

De acordo com as regras do programa, as compras somente poderão ser feitas quando as cotas estiverem negociadas abaixo do valor patrimonial apurado no dia imediatamente anterior à recompra. As cotas adquiridas serão retiradas de circulação e canceladas, reduzindo a quantidade total de cotas do fundo.

Programa do GGRC11 poderá durar até um ano

A duração máxima da iniciativa é de 12 meses contados a partir da implementação, com possibilidade de encerramento antecipado caso o limite de 34.115.118 cotas seja alcançado. As ordens de recompra serão executadas por corretoras previamente habilitadas a operar em nome do fundo.

Entre as instituições selecionadas estão BTG Pactual, Genial Investimentos, Itaú Corretora, Inter e Necton. As transações serão realizadas diretamente na B3, a preços de mercado, respeitando a disponibilidade de cotas e as condições de negociação do dia.

Programas de recompra são frequentemente utilizados por fundos imobiliários quando há desconto relevante em relação ao valor patrimonial, permitindo a potencial criação de valor para os investidores remanescentes, dentro dos critérios estabelecidos em regulamento.

O volume máximo autorizado, de 34.115.118 cotas, representa 10% do total de cotas emitidas. Esse parâmetro orienta a execução das operações sem alterações abruptas na estrutura do fundo.

A exigência de preço abaixo do valor patrimonial, calculado com base no dia útil imediatamente anterior, confere objetividade às recompras e condiciona sua realização a janelas específicas de mercado.

Como as aquisições ocorrerão a preços de mercado, o ritmo das compras dependerá das condições de negociação na B3 ao longo do período e da disponibilidade de recursos indicada pela administração.

Com a retirada de circulação e o cancelamento das cotas recompradas, reduz-se a base de cotas em negociação, enquanto o patrimônio do fundo permanece inalterado. Esse movimento pode recalibrar métricas por cota apresentadas nos relatórios periódicos.

Emissão recente capta R$ 1,48 bilhão para ampliar portfólio

O fundo concluiu a 11ª emissão de cotas após captar R$ 1,48 bilhão, encerrando uma das maiores ofertas recentes do mercado de fundos imobiliários. A operação atingiu integralmente o volume previsto.

No terceiro e último período de subscrição, foram levantados R$ 734,5 milhões, com a subscrição e integralização de 65.326.855 cotas. Somadas as etapas anteriores, a emissão totalizou 131.901.519 cotas.

No total, a oferta movimentou R$ 1.483.511.002,94, já considerando os valores referentes ao custo unitário de distribuição. Com o montante máximo captado, a administração confirmou o encerramento da emissão.

A conclusão da oferta reforça a capacidade financeira do fundo para dar continuidade à estratégia de crescimento do portfólio, que nos últimos meses vem sendo marcada por aquisições de ativos logísticos.

Com o caixa fortalecido pela 11ª emissão e a autorização para recompras dentro de critérios específicos, o fundo passa a dispor de instrumentos complementares para gerir o portfólio e ajustar o número de cotas em circulação, conforme as condições de mercado e os parâmetros estabelecidos em regulamento.

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