O fundo imobiliário AZSG11 (AZ Solargrid Renda Solar Fundo de Investimento Imobiliário) concluiu a primeira reavaliação de seus ativos a valor justo. O procedimento gerou acréscimo de R$ 63,694 milhões no patrimônio líquido do fundo, conforme informado em fato relevante.
A comunicação encerra o processo iniciado após a identificação de um patrimônio líquido contábil negativo, decorrente de diferenças temporárias na forma de contabilização de ativos e passivos. A administradora XP Investimentos e a gestora AZ Quest Infra destacaram que a remarcação foi finalizada em 22 de julho, com base em laudo independente de avaliação dos imóveis.
Reavaliação a valor justo elevou o patrimônio líquido
Segundo XP Investimentos e AZ Quest Infra, o laudo independente embasou a atualização do valor dos imóveis do portfólio, levando o patrimônio líquido a um aumento de R$ 63.694.107. O ajuste cumpre as normas contábeis aplicáveis e encerra a assimetria entre ativos e passivos que afetava os registros do fundo.
Em 10 de julho, o fundo havia reportado patrimônio líquido negativo de aproximadamente R$ 5,8 milhões. Na ocasião, a gestora afirmou que o resultado não indicava deterioração econômica dos ativos, mas refletia diferença temporária de critérios contábeis.
Enquanto os 17 ativos — direitos reais de superfície sobre usinas solares destinadas à geração distribuída de energia — permaneciam registrados pelo custo de aquisição, o passivo, formado majoritariamente por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), era atualizado continuamente pelos encargos financeiros. Essa dinâmica reduziu temporariamente o patrimônio líquido contábil até a conclusão da avaliação a valor justo.
Processo começou após patrimônio líquido negativo
Após a divulgação do patrimônio líquido negativo, a administração informou que contrataria uma empresa independente para elaborar o laudo de avaliação. O objetivo era permitir que os ativos passassem a ser contabilizados pelo valor justo, alinhando os registros às práticas previstas nas normas vigentes.
O plano para equacionar o patrimônio líquido negativo foi submetido aos cotistas em assembleia extraordinária. O cronograma incluía a contratação do avaliador independente, a elaboração do laudo para os 17 ativos, a revisão técnica e a conclusão da remarcação até 22 de julho. O fato relevante confirmou o cumprimento integral desse cronograma.
Conforme a administração, os efeitos da reavaliação serão refletidos posteriormente na cota patrimonial do fundo, seguindo os procedimentos internos e as datas de corte aplicáveis. A atualização encerra o descasamento temporário entre ativo e passivo que pressionou os números contábeis no início de julho.
Fundo imobiliário investe em geração distribuída
O fundo iniciou suas atividades em abril de 2026 e tem estratégia focada em ativos de infraestrutura de energia solar. De acordo com o informe mensal de junho, mantinha 17 ativos, avaliados contabilmente em cerca de R$ 230,4 milhões, correspondentes a direitos reais sobre usinas fotovoltaicas destinadas à locação no âmbito da Lei nº 14.300/2022, o Marco Legal da Geração Distribuída.
Naquele relatório, o patrimônio líquido ainda figurava negativo em aproximadamente R$ 5,8 milhões, especificamente pela ausência da marcação dos ativos a valor justo. A reavaliação concluída agora altera esse quadro contábil, incorporando ao patrimônio líquido o montante apurado por laudo independente.
A administradora e a gestora informaram que seguem à disposição dos cotistas para esclarecimentos adicionais sobre o processo de reavaliação, os procedimentos contábeis aplicados e os próximos passos relativos à atualização da cota patrimonial.
