O cultivo de milho para bioenergia impulsiona o mercado agrícola em Mato Grosso, onde o SNFZ11 mantém exposição a propriedades rurais estratégicas na região, ancoradas pelo avanço do etanol de milho. A consolidação de um parque industrial robusto amplia a demanda local pelo cereal e reduz a dependência de exportações e da nutrição animal como únicas saídas comerciais. Esse cenário cria um ciclo virtuoso para a renda no campo e valoriza ativos bem localizados, beneficiando arrendadores e produtores integrados à cadeia de biocombustíveis.
Com aproximadamente 70% da fabricação nacional de etanol de milho, Mato Grosso consolidou uma rota de escoamento eficiente que estabiliza preços e amplia margens na segunda safra. Ao combinar produtividade crescente com logística competitiva, o estado fortalece seu papel no abastecimento interno e na segurança energética, atraindo capital para projetos agrícolas e industriais.
As fazendas do SNFZ11 em Gaúcha do Norte (MT) estão inseridas no sistema soja–milho safrinha, favorecendo rotação de culturas, mitigação de riscos e previsibilidade de caixa. A estrutura regional inclui 17 plantas de biocombustíveis — nove dedicadas ao milho e três em modelo flex — que sustentam contratos e incentivos ao fornecimento contínuo. Esse arranjo reforça a tese de renda fundiária e potencial de valorização no longo prazo.
Projeções indicam fabricação de 5,6 bilhões de litros em 2024/25, enquanto a Conab estima a safra brasileira de milho 2025/26 em 139,5 milhões de toneladas, mantendo o Brasil entre os líderes globais em produção e exportação. No consumo doméstico, 60% do milho vai para proteína animal, 22% para a indústria etanoleira e 18% para segmentos alimentícios, farmacêuticos e químicos, diversificação que reduz volatilidade setorial.
O governo estadual projeta moagem de 26,8 milhões de toneladas para etanol em 2026/27, avanço superior a 19% com novas plantas e ganhos de eficiência. Esse crescimento sustenta acordos de fornecimento e investimentos em armazenagem, transporte e tecnologia agrícola, elevando a competitividade regional e estimulando práticas de manejo mais sustentáveis.
A expansão do SNFZ11 acompanha essa tendência. A Suno Asset lançou a terceira emissão de cotas, com captação próxima de R$ 120 milhões, visando aquisição de 2,2 mil hectares adicionais no principal polo da soja nacional. A oferta de até 12,08 milhões de cotas a R$ 10,20 amplia a exposição do fundo à valorização fundiária e à renda recorrente.
Em síntese, o avanço do etanol de milho em Mato Grosso consolida novas fontes de demanda, fortalece a segunda safra e cria um ambiente favorável às estratégias do SNFZ11, que alinha localização, escala e diversificação para capturar ganhos estruturais de longo prazo no agronegócio brasileiro.
