O fundo imobiliário realizará em 15 de outubro de 2026 o pagamento de R$ 0,82 por cota em dividendos. A distribuição tem como referência os resultados de setembro e será destinada aos investidores posicionados ao fim do pregão de 30 de setembro.
O montante anunciado corresponde a um dividend yield mensal aproximado de 0,89%, calculado a partir da cotação-base de R$ 92,51. O percentual considera o preço de mercado de referência usado para a apuração do rendimento por cota no período.
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Somente os investidores que possuíam cotas na data de corte participaram desse pagamento. Quem adquiriu as cotas após o encerramento de 30 de setembro não integrou a base de beneficiários dessa distribuição específica.
Para pessoas físicas, os rendimentos podem ser isentos de Imposto de Renda quando atendidos os requisitos previstos na legislação aplicável aos fundos imobiliários. A isenção depende do cumprimento integral das condições legais vigentes.
Redução de vacância após novas locações
As informações mais recentes sobre a carteira, referentes a agosto de 2026, indicam que a vacância física encerrou o período em 4,1%. No mesmo intervalo, a vacância financeira ficou em 3,9%, refletindo os contratos ativos e as áreas efetivamente ocupadas.
Uma das novas locações ocorreu no CD CL Imigrantes V, em São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo. Uma empresa de comércio eletrônico assumiu integralmente os 62.457 metros quadrados do empreendimento por meio de um contrato com duração de 60 meses, vigente desde 1º de agosto.
Outra movimentação relevante foi registrada no condomínio de Seropédica, no Rio de Janeiro. Duas empresas do setor logístico alugaram os módulos B1, B2 e B3, que somam 13.118 metros quadrados de ABL, ampliando a ocupação do ativo e contribuindo para a queda da vacância observada no período.
Nessa operação, os contratos também possuem prazo de 60 meses e começaram a vigorar em 15 de agosto. As condições de prazo e início de vigência são alinhadas à estratégia de alongamento do portfólio e estabilidade de receitas.
Portfólio reúne 31 condomínios e 94 locatários
Após as novas locações, o fundo encerrou agosto com 31 condomínios, 94 locatários e aproximadamente 1,716 milhão de metros quadrados de área construída. A diversificação se refletiu na distribuição geográfica e no número de inquilinos ativos.
São Paulo concentrava 62% dessa área. Minas Gerais representava 12,5%, seguida pelo Rio Grande do Sul, com 8,4%, Rio de Janeiro, com 7,8%, Pernambuco, com 5,7%, e Santa Catarina, com 3,5%. A presença em múltiplas praças contribui para a pulverização do risco imobiliário.
No fechamento do período, os imóveis correspondiam a 97% dos ativos. Outros 2% estavam alocados em cotas de FIIs e 1% em aplicações financeiras, evidenciando uma alocação predominantemente imobiliária com pequena parcela em instrumentos de liquidez e diversificação setorial.
Na estrutura dos contratos, os típicos respondiam por 56% da receita imobiliária, enquanto os atípicos representavam 44%. Essa combinação equilibra flexibilidade e previsibilidade de fluxo, conforme a natureza de cada acordo de locação firmado.
A inadimplência correspondia a 4,9% da receita mensal de locação e estava concentrada em seis locatários. A gestão permanecia em negociação para recuperar os valores pendentes, buscando regularizar os pagamentos e mitigar eventuais impactos no resultado mensal.
Além da prospecção de novos inquilinos para as áreas ainda disponíveis, a reciclagem de imóveis continuava entre as alternativas consideradas pela gestão. Essa frente pode envolver desinvestimentos e realocações de capital, conforme as condições de mercado e o plano do portfólio.
Os rendimentos referentes a agosto foram pagos aos cotistas elegíveis em 15 de setembro, conforme o calendário divulgado. A continuidade das distribuições depende do desempenho operacional dos ativos e do resultado apurado em cada competência.
