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Copom deve cortar Selic amanhã (29)? Veja qual é a expectativa

Uma pessoa segurando uma caneta e um caderno com um relatório financeiro

Imagem gerada por IA

A reunião do Copom desta terça-feira (29) concentra as atenções do mercado, com expectativa majoritária de corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, para 14,50% ao ano. O encontro ocorre após o Banco Central retomar o ciclo de flexibilização em março, quando reduziu os juros pela primeira vez em quase dois anos, de 15% para 14,75%. Investidores monitoram sinais sobre o ritmo dos próximos passos e o balanço de riscos que embasa a decisão.

O consenso indica nova redução de 25 pontos-base, refletindo a leitura de que a política monetária segue contracionista, mas com espaço para ajustes graduais. O Banco Daycoval avalia que a flexibilização continuará em compasso moderado, apesar do ambiente externo volátil e da pressão recente da inflação doméstica. Nesse quadro, a atuação do BC tende a preservar a ancoragem das expectativas sem abrir mão da parcimônia.

Em linha com essa visão, o Itaú Unibanco projeta corte acompanhado de comunicação estável, sem mudanças relevantes no forward guidance. O comitê deve adotar tom sereno e cauteloso, reafirmando dependência dos dados e a avaliação constante do balanço de riscos. A indicação é de que as decisões seguirão data-dependent, evitando compromissos prévios sobre a trajetória.

Projeções para os próximos anos ajudam a dimensionar o horizonte da política monetária. O Boletim Focus aponta a taxa Selic em 13% ao fim de 2026, acima dos 12,50% estimados anteriormente, refletindo cautela adicional diante das incertezas. Para 2027, a mediana permanece em 11%, sugerindo normalização lenta e compatível com a convergência gradual da inflação.

Para prazos mais longos, as expectativas seguem relativamente estáveis, com 10% em 2028 e 9,75% em 2029. Essas leituras indicam um juro estrutural ainda elevado, condicionado ao comportamento das contas públicas, da inflação de serviços e do cenário internacional. A dinâmica fiscal e o prêmio de risco serão vetores centrais para definir a velocidade de queda.

No curto prazo, o mercado monitora a reação da curva de juros, do câmbio e da bolsa à decisão e ao comunicado. Uma mensagem firme sobre compromisso com as metas, combinada ao corte esperado, tende a sustentar a credibilidade e pavimentar espaço para novas reduções da taxa Selic adiante.

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