A Copa do Mundo 2026 acontecerá entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México, com formato inédito de 48 seleções e premiação recorde. A Fifa aprovou um total de US$ 727 milhões, consolidando o torneio como o mais valioso da história. Além do impacto esportivo, os preços dos ingressos no mercado de revenda chamam atenção, com partidas da fase de grupos alcançando cifras elevadas.
A premiação terá distribuição ampliada. O campeão receberá US$ 50 milhões, enquanto o vice ficará com US$ 33 milhões. Terceiro e quarto colocados levarão US$ 29 milhões e US$ 27 milhões, respectivamente. As equipes eliminadas nas quartas de final receberão US$ 19 milhões, e as que caírem nas oitavas, US$ 15 milhões. O aumento, aprovado pelo Conselho da Fifa no fim de 2025, representa salto de 50% em relação a 2022.
Entre as seleções, a França lidera o valor de mercado segundo a Transfermarkt, com € 1,48 bilhão, impulsionada por Kylian Mbappé, avaliado em € 200 milhões. A Inglaterra aparece em seguida com € 1,31 bilhão, enquanto Espanha (€ 1,27 bilhão), Alemanha (€ 998 milhões) e Portugal (€ 972 milhões) completam o top 5. O Brasil surge em sexto, com € 909 milhões em valor agregado.
Portugal tem protagonismo também fora de campo. No mercado de revenda, Portugal x Colômbia, em Miami, registra o ingresso mais caro da fase de grupos: US$ 2.543, duelo que pode marcar a última Copa de Cristiano Ronaldo. Outros jogos de alto valor incluem Escócia x Brasil (US$ 1.665), Brasil x Marrocos (US$ 1.340), Canadá x Bósnia e Herzegovina (US$ 1.042) e Argentina x Áustria (US$ 1.012). As cifras reforçam o apelo comercial do torneio.
Premiação e mercado reforçam o peso da Copa do Mundo 2026
Um recorte de consumo revela por que a camisa do Brasil é a mais cara entre campeões mundiais no peso sobre a renda. Segundo a BBC News Brasil, o modelo oficial custa R$ 749,99, o que equivale a 17,5% da renda média mensal per capita no país. Em contraste, campeões europeus ficam abaixo de 6%, como a Alemanha, em 3,7%. Argentina e Uruguai registram 9,2% e 9,9%, respectivamente.
Com seleções bilionárias, ingressos caros e a maior premiação da história, a Copa do Mundo 2026 promete movimentar recordes esportivos e financeiros. O torneio amplia a disputa com 48 equipes, reforça a globalização do futebol e deve atrair audiências massivas. A combinação de estrelas como Mbappé, Haaland e Cristiano Ronaldo eleva o interesse e antecipa uma edição memorável do Mundial.
