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BofA recomenda compra da Vale (VALE); veja o potencial esperado nas ações

Mercado Financeiro - Investimentos

Foto: Suno/Banco

As ações da mineradora Vale (VALE3) recebeu upgrade do Bank of America (BofA) nesta quinta-feira (2), passando de neutra para compra, com preço-alvo dos ADRs em Nova York ajustado de US$ 18 para US$ 19. A decisão ocorre após um mês de correção nos papéis, abrindo espaço para captura de valor em meio a fundamentos resilientes. Para o banco, o recente movimento de mercado descolou dos indicadores operacionais e do cenário das commodities.

Os analistas enxergam oportunidade após a queda superior a 5% no período, enquanto o minério de ferro avançou perto de 8%. O descompasso entre commodity e ação sugere que o recuo foi mais ditado por ruídos geopolíticos do que por deterioração dos fundamentos. A avaliação é que o prêmio de risco embutido excede os riscos mapeados.

A execução operacional segue como pilar do call do BofA. A divisão de cobre reportou receita de US$ 1,57 bilhão no quarto trimestre de 2025, alta anual de 62%, e mantém plano de dobrar a produção até 2035, mirando 700 mil toneladas anuais. Esse vetor diversifica a geração de caixa e reduz a dependência do ciclo do ferro, com potencial de suavizar volatilidades.

As reservas e recursos do metal cresceram 6% em 2025, totalizando 53 milhões de toneladas. Esse incremento proporciona horizonte de longo prazo mais previsível, mitiga pressões de custos e amortece riscos geopolíticos. Para o BofA, o portfólio em metais para transição energética adiciona opcionalidade relevante de crescimento.

Nos números, 2025 marcou receita de US$ 38,4 bilhões e fluxo de caixa livre de US$ 5,65 bilhões, quase o dobro do ano anterior. A disciplina de capital se refletiu na manutenção de proventos: US$ 1,8 bilhão em dividendos para março de 2026 e dividendo extraordinário de US$ 1 bilhão em janeiro, reforçando atratividade ao acionista.

O múltiplo P/L projetado ao redor de 7 vezes está abaixo do histórico recente, sinalizando desconto versus pares e operações comparáveis. Para o banco, a combinação de valuation atrativo, geração de caixa robusta e avanço no cobre sustenta a tese positiva para as ações da Vale no horizonte de 12 meses.

O case depende de execução em projetos de cobre, estabilidade operacional no minério e normalização do prêmio de risco. Entre os riscos, estão preço do ferro, custos, e tensões geopolíticas. Ainda assim, o balanço sólido e a política de proventos dão suporte à recomendação de compra das ações da Vale.

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