A B3 aprovou o uso de cotas de fundos imobiliários como garantia em operações de sua plataforma de negociação, com início em 11 de maio. A medida começa com 28 FIIs elegíveis para essa finalidade e atende à demanda crescente do mercado por maior flexibilidade no uso de margens. Anteriormente, os FIIs não constavam entre os ativos aceitos como garantia na bolsa.
Os investidores poderão empregar cotas de FIIs qualificados para compor garantias exigidas em operações que requerem cobertura de margem, como derivativos e estratégias estruturadas. Conforme a B3, a decisão eleva para 21 o total de categorias de ativos aceitos como colateral quando a bolsa atua como contraparte central.
No funcionamento do mercado, os ativos em garantia servem como proteção financeira para assegurar o cumprimento das obrigações dos participantes. Com a mudança, investidores com carteiras relevantes de FIIs podem usar essas cotas como margem, evitando vender posições ou manter excedentes de caixa para coberturas pontuais.
A B3 sinaliza que a novidade pode ampliar o interesse de investidores institucionais, estrangeiros e participantes sofisticados nos FIIs elegíveis, fortalecendo a base de capital do segmento. Essa maior atratividade pode também aumentar a liquidez e a estabilidade de preços ao longo do tempo.
Iniciativa integra pacote de melhorias da bolsa para desenvolver o mercado de fundos. Entre as ações recentes, destacam-se a recompra de cotas com cancelamento, a expansão da negociação em grandes lotes e a criação de ETFs de fundos imobiliários com distribuição de proventos, medidas que ampliam eficiência e profundidade do mercado secundário.
Em 2025, os FIIs brasileiros foram equiparados aos REITs, facilitando inclusão em índices globais e elevando a visibilidade externa. O avanço ocorre em meio ao crescimento do mercado: em março de 2026, o segmento movimentou R$ 11,4 bilhões, recorde histórico reportado pela B3.
A bolsa definiu critérios para elegibilidade, envolvendo liquidez, presença em pregão, volume negociado e número de operações. Segundo Marcos Skistymas, a inclusão busca ampliar incentivos para pessoas físicas, institucionais e estrangeiros. Os FIIs seguem populares pela geração de renda, exposição ao mercado imobiliário e rendimentos isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas em condições específicas.
