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Aluguel dispara: alta de 8,96% supera inflação no ano

Ações - Mercado Financeiro

Foto: Suno/Banco

O aluguel residencial no Brasil acumulou alta de 8,96% nos 12 meses até fevereiro, de acordo com o índice FipeZap. O avanço foi mais que o dobro da inflação oficial de 3,81% no período, indicando perda de poder de compra para inquilinos e maior atratividade para proprietários. Em termos de valor, o preço médio nacional chegou a R$ 51,89 por metro quadrado, refletindo pressão de demanda principalmente nos grandes centros.

No recorte por tipologia, apartamentos de um dormitório registraram o maior preço médio: R$ 69,19/m², sinalizando forte procura por unidades compactas em regiões com oferta limitada. Essa dinâmica reforça a migração para imóveis menores, com impacto direto no tíquete mensal das locações.

Em fevereiro, a variação mensal do aluguel residencial foi de 0,94%, superando os 0,65% observados em janeiro. O movimento também excedeu a valorização dos preços de venda residencial, que avançaram 0,32% no mesmo intervalo, reforçando a resiliência do mercado de locação diante de um cenário de crédito mais caro.

As elevações anuais foram heterogêneas entre os municípios monitorados. Entre as maiores altas, destacam-se Campinas, Ribeirão Preto, Barueri e São José do Rio Preto, mostrando que a pressão não se limita às capitais. Esse comportamento difuso indica a expansão de polos econômicos regionais e a busca por moradia próxima a empregos e serviços.

Recife e Belém lideraram o ranking de rental yield, indicador que relaciona o valor do aluguel ao preço do imóvel. Entre as capitais com melhores retornos, Norte e Nordeste ganharam protagonismo, notadamente Recife, Belém e Manaus, o que pode atrair investidores em busca de renda recorrente.

Para 2024, o descompasso entre reajustes de aluguel e inflação tende a manter a rentabilidade em patamares sólidos, sobretudo onde a vacância segue baixa e a renda do locatário comporta novos ajustes. Em contrapartida, a evolução dos juros e do emprego será determinante para calibrar a velocidade de novos aumentos do aluguel residencial.

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