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Newmark aponta contraste: SP lidera, RJ amplia vacância

Um homem de terno e gravata está olhando um livro

Imagem gerada por IA

A Newmark divulgou um relatório que evidencia contrastes marcantes no mercado de galpões logísticos no Brasil. São Paulo lidera com 17 milhões de m² de estoque, superando outros centros da América Latina e mantendo distância expressiva do Rio de Janeiro, que soma 3 milhões de m². O panorama reforça a força estrutural paulista e o momento desafiador fluminense.

Em 2025, o desempenho de São Paulo segue robusto. A absorção anual atingiu 1,4 milhão de m², enquanto a absorção bruta chegou a 1,43 milhão de m², um avanço de 10% em relação a 2024. Esses números consolidam um novo recorde histórico e confirmam a profundidade da demanda no principal polo logístico do país.

A vacância em São Paulo ficou em 8,1%, com alta controlada ao longo do ano, sem comprometer a trajetória de ocupação. Os preços de locação avançaram 6%, refletindo a competição por ativos bem localizados e o apetite contínuo de operadores e varejistas.

Já o Rio de Janeiro enfrenta um movimento inverso, com sinal de ajuste. A absorção líquida foi negativa em 11 mil m² no fechamento de 2025, indicando mais devoluções do que novas ocupações. Esse saldo negativo pressiona a performance e adia uma recuperação mais ampla.

No estado fluminense, a vacância subiu de 10,2% no primeiro semestre para 11,2% no fim do período. Os valores de aluguel permaneceram estáveis, sem pressão de alta, dado o enfraquecimento da demanda e a maior disponibilidade de áreas. Nesse contexto, inquilinos ganham poder de barganha.

Dinâmica regional dos galpões logísticos

No ranking latino-americano, São Paulo figura entre os maiores mercados por estoque e liquidez, com escala e absorção positiva sustentando novos investimentos. O Rio de Janeiro, por sua vez, registra uma das maiores taxas de vacância do levantamento da Newmark, acima de Bogotá, Santiago e Buenos Aires.

Em síntese, São Paulo combina profundidade e crescimento, enquanto o Rio passa por um ciclo de reajuste com retração na ocupação e recuperação dependente de melhora macro e de novos vetores de demanda.

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