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SNEL11 sobe 1,7% em um dia e movimenta R$ 4,4 milhões após integrar usinas solares

Uma pessoa escrevendo em um laptop com uma caneta e um caderno

Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário SNEL11 fechou o pregão desta terça-feira (30) em alta de 1,70%, a R$ 8,39. O avanço ocorreu com liquidez de R$ 4,4 milhões, em um dia marcado por maior interesse dos investidores. O movimento vem na esteira da expansão do portfólio e do andamento da oferta de cotas do fundo.

O desempenho das cotas foi registrado após a conclusão da incorporação de três novas usinas solares ao portfólio. As aquisições dos ativos Várzea, em Pernambuco, e Canoa Quebrada e Poconé, ambas em Mato Grosso, adicionaram 15,6 MWp de capacidade instalada ao fundo.

Com a integração desses empreendimentos, o fundo passou a reunir 25 projetos operacionais e 103,5 MWp de capacidade instalada integralizada. O avanço consolida a estratégia de crescimento no segmento de geração distribuída de energia solar, com maior diversificação de receitas.

A expansão já aparece nos resultados financeiros. Em maio, o fundo reportou resultado de aproximadamente R$ 16,36 milhões, impulsionado pelo aumento da base operacional e pela contribuição dos novos ativos incorporados.

Outro vetor positivo foi o reajuste tarifário homologado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a área de concessão da Cemig-D. A elevação da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) tende a beneficiar parte dos projetos do fundo conectados a essa distribuidora.

SNEL11 mira captação de até R$ 2,3 bilhões em nova oferta

Além do crescimento operacional, o fundo está em processo de captação para ampliar a carteira. A quinta emissão prevê inicialmente a distribuição de cerca de 221,3 milhões de cotas ao preço de R$ 8,32 por unidade, o que poderá levantar aproximadamente R$ 1,84 bilhão. A operação ocorre em momento de expansão do portfólio e reforço da geração de caixa.

Caso o lote adicional seja integralmente exercido, a oferta poderá alcançar cerca de R$ 2,3 bilhões. Considerando os custos de distribuição, o preço final de subscrição foi fixado em R$ 8,65 por cota, parâmetro que baliza a entrada de novos recursos no fundo.

Segundo a gestora, os recursos captados serão destinados prioritariamente à aquisição de novas usinas de geração distribuída. A alocação busca reforçar a estratégia de crescimento e ampliar a previsibilidade de receitas por meio de contratos de longo prazo.

Reajuste tarifário reforça geração de receitas

A partir de 28 de maio, a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) subiu 9,6%, enquanto a Tarifa de Energia (TE) recuou 2,2%. O efeito combinado resultou em aumento líquido de 5,2% na tarifa total, percentual superior ao IPCA acumulado no período.

Como parte do portfólio está conectada à área de concessão da Cemig-D, a atualização tarifária tende a ampliar a geração de caixa dos ativos. Com isso, a capacidade de distribuição de resultados do fundo pode se fortalecer nos próximos meses, acompanhando a maior base operacional.

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