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SNEL11 movimenta R$ 18,7 mi em alta liquidez enquanto energia solar ganha competitividade no Brasil

Uma lente de aumento dando destaque em gráficos financeiros em uma folha de papel

Imagem gerada por IA

SNEL11 apresentou forte liquidez no pregão desta quinta-feira (09/07), entre os FIIs mais negociados da B3. As cotas somaram aproximadamente R$ 18,7 milhões em volume financeiro, o que representou cerca de 8% do total movimentado pelo IFIX, que alcançou R$ 231 milhões no dia.

Mesmo com leve recuo de 0,24%, para R$ 8,36, o giro elevado sinalizou maior participação de investidores. O fundo conduz sua quinta emissão e amplia a exposição a ativos de geração de energia solar, conforme a estratégia comunicada ao mercado.

Segundo a Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena), a competitividade da energia fotovoltaica brasileira ganhou destaque global. O custo nivelado de geração (LCOE) da fonte solar no Brasil caiu 25% em 2025, atingindo US$ 37 por MWh, em linha com os mercados líderes.

SNEL11 movimenta R$ 18,7 milhões e ganha tração

O indicador LCOE mede o custo total de produção ao longo da vida útil dos empreendimentos, permitindo comparação entre tecnologias de geração. Com a queda relatada, o país passou a figurar entre os mercados mais competitivos para projetos fotovoltaicos, aproximando-se de China e Índia e permanecendo abaixo da média global.

De acordo com a Irena, a redução de custos foi puxada por elevada irradiação, ganhos de escala, amadurecimento da cadeia produtiva e avanços tecnológicos. O custo médio no Brasil ficou próximo ao da China (US$ 36/MWh) e da Índia (US$ 35/MWh), frente à média global de US$ 44/MWh. Estados Unidos e Alemanha registraram valores superiores.

Competitividade da energia solar no Brasil

O ambiente de custos favorece a estruturação de novos projetos, com maior previsibilidade de implantação e operação. A combinação de fatores locais e a curva de aprendizado do setor reforçam a atratividade da fonte no país, em comparação internacional.

No mercado secundário, a liquidez do fundo segue em expansão, acompanhando o interesse por ativos ligados à transição energética. O comportamento das cotas no dia 09/07 refletiu esse contexto, ainda que com variação negativa pontual no preço.

FII pode triplicar patrimônio com 5ª emissão

Conforme o prospecto da oferta, a operação pode elevar o patrimônio líquido do fundo de R$ 889,9 milhões para até R$ 3,29 bilhões, considerando a colocação integral das cotas e o eventual exercício do lote adicional. A expansão prevista impacta a capacidade instalada e a diversificação do portfólio.

A capacidade total dos ativos pode avançar de 149,4 MWp para 635,2 MWp. O número de projetos pode passar de 37 para 224 empreendimentos, com a incorporação de 187 novos projetos de geração solar, caso a oferta seja concluída nos termos indicados no documento.

As projeções dependem da efetivação da oferta e não configuram garantia de desempenho futuro. A execução do pipeline e a alocação de recursos seguirão o cronograma e as condições do prospecto, sujeitas às etapas regulatórias e de mercado.

Junho marca recorde de negociações do fundo

Em junho, o fundo registrou o maior volume mensal desde o lançamento. Segundo a gestora, as cotas movimentaram mais de R$ 150 milhões ao longo do mês, estabelecendo novo recorde de liquidez no período.

A base de investidores também aumentou. Até 26 de junho, houve a entrada de 17.327 novos cotistas e a saída de 4.966, resultando em saldo líquido de 12.361. Com isso, o total alcançou 111.603 investidores, colocando o FII entre os maiores da B3 em número de cotistas.

Os dados indicam que o veículo esteve entre os FIIs que mais adicionaram investidores no país em junho, tanto em termos absolutos quanto proporcionais. A combinação de liquidez crescente e expansão da base apoia o desenvolvimento do mercado secundário do fundo.

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