O SNEL11 ampliou sua presença no Paraná em fevereiro de 2024, acompanhando o ritmo acelerado da energia solar no estado. A decisão ocorreu em um momento de forte avanço da geração distribuída no Brasil, favorecendo ativos com receitas previsíveis e contratos já firmados. A estratégia da gestora busca capturar a maturidade do mercado e reduzir riscos em um cenário macro mais restritivo.
Dados da Absolar indicam que o Paraná ocupa a terceira posição no ranking nacional de geração distribuída solar. O estado soma 4.280,7 MW instalados, o que equivale a 9,2% da capacidade total do país nesse segmento. Esse ambiente favorável impulsionou o interesse por usinas operacionais com contratos sólidos e clientes adimplentes.
Quais ativos foram adquiridos? O fundo estreou no estado com a compra da UFV Cruzeiro do Sul, usina de 2,5 MW (3,4 MWp) na área de atendimento da Copel. O ativo possui contrato de energia compensada com a Nextron, válido até setembro de 2029, oferecendo previsibilidade de caixa. Simultaneamente, o veículo adquiriu a UFV Soleil, reforçando a diversificação de receita e a presença regional.
Por que a mudança de estratégia? A Suno Asset migrou o foco para ativos operacionais com contratos vigentes, reduzindo a exposição a projetos greenfield. A decisão respondeu ao encarecimento do capital e à redução do prêmio de retorno entre projetos em desenvolvimento e usinas prontas. Com isso, o portfólio prioriza estabilidade e distribuição de resultados mais resiliente.
Como está a performance da UFV Soleil? A usina opera com ocupação próxima de 125%, mesmo durante o período de Renda Mínima Garantida, sinalizando demanda consistente e gestão comercial eficiente. A perspectiva é manter ocupação acima de 100% após o término da RMG, apoiada por contratos e expansão de clientes.
A combinação de ativos operacionais, contratos de longo prazo e mercado regional aquecido sustenta o caso de investimento do SNEL11. O fundo também preserva liquidez robusta, com volume mensal negociado acima de R$ 75 milhões, o que favorece a entrada e saída de investidores. Em um ambiente competitivo, a ênfase em contratos firmes e eficiência operacional deve continuar guiando a alocação e o crescimento no estado.
