A São Martinho (SMTO3) deve apresentar um quarto trimestre fiscal de 2024/25 sólido, impulsionado sobretudo pelas vendas de etanol, segundo prévia do Itaú BBA. O banco reiterou recomendação “outperform” e manteve preço-alvo de R$ 31 para dezembro de 2026, indicando confiança no case da companhia e em sua disciplina operacional.
O Itaú BBA projeta receita líquida de R$ 2,28 bilhões e EBITDA ajustado de R$ 1,07 bilhão no período, altas de 31,3% e 38,3% na comparação anual. Esses números refletem a estratégia de comercialização dos estoques formados na safra, fase em que não há moagem de cana conforme o cronograma setorial.
A dinâmica de estoques reforça a relevância do etanol nas contas do trimestre. O banco calcula que cerca de 40% dos volumes anuais do biocombustível devem se concentrar agora, ampliando margens e suavizando a sazonalidade típica do setor. Assim, o produto tende a ser o principal vetor de crescimento no curto prazo para a São Martinho.
Entre os pontos de atenção, os preços do açúcar seguem pressionados e, em alguns casos, abaixo do custo caixa da indústria, o que limita a rentabilidade desse segmento. Além disso, o real mais forte reduz a competitividade das exportações, criando um cenário menos favorável para a realização de preços no mercado externo.
Para a safra 2026/27, o mercado deve observar a produtividade agrícola, os eventuais efeitos do El Niño e a trajetória dos preços do etanol. Essas variáveis podem alterar o mix de produção e influenciar decisões comerciais, com impactos diretos sobre margens e geração de caixa.
No balanço, o trimestre tende a evidenciar resiliência operacional e gestão de riscos. Com foco em eficiência e alocação de capital, a São Martinho segue bem-posicionada para capturar oportunidades no etanol, enquanto monitora pressões no açúcar e no câmbio.
