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Warren Buffett vendeu essas 12 ações nos últimos 6 meses; saiba quais são

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Warren Buffett é amplamente reconhecido por suas decisões de compra no mercado acionário, com investimentos notáveis que ajudaram a Berkshire Hathaway (BRK-A, BRK-B) a atingir um crescimento anual composto próximo a 20% nas últimas seis décadas. No entanto, nos meses mais recentes, o “Oráculo de Omaha” adotou uma postura mais vendedora do que compradora.

Nos últimos seis meses, Buffett reduziu ou se desfez por completo de ao menos 12 posições da carteira da Berkshire. Continue a leitura e saiba quais são.

Ações que saíram do portfólio de Warren Buffett

Durante o quarto trimestre de 2024, a Berkshire encerrou totalmente suas posições em três ativos. Dois deles são ETFs bastante populares que acompanham o S&P 500 — o SPDR S&P 500 ETF Trust (SPY) e o Vanguard S&P 500 ETF (VOO). O outro papel foi da empresa Ulta Beauty (ULTA).

Além disso, Buffett também enxugou sua exposição em ações do setor bancário. Embora a Berkshire ainda mantenha participação em algumas dessas instituições, houve reduções em nomes como Bank of America (BAC), Capital One Financial (COF) e Citigroup (C). Já a fatia na Nu Holdings (NU), banco digital com forte presença na América Latina, foi cortada em aproximadamente 53,5%.

Corte também no setor de telecomunicações e mídia

Buffett também reduziu a posição em empresas ligadas a comunicação e mídia. Foram vendidas ações da Charter Communications (CHTR) e T-Mobile US (TMUS). Já a participação no Formula One Group (FWON.K) — embora não seja uma empresa de mídia propriamente dita, pertence à Liberty Media — também foi diminuída.

Outro movimento foi a redução em cerca de 5% da participação na Louisiana Pacific (LPX), companhia do setor de materiais de construção.

Para o primeiro trimestre de 2025, nem todas as movimentações foram reveladas, mas já se sabe que a DaVita (DVA) foi alvo de vendas, conforme apontam registros regulatórios que mostram alienações de ações realizadas em fevereiro deste ano.

O que motivou Buffett a vender?

Buffett, como de costume, não costuma detalhar suas razões para se desfazer de posições. No entanto, é possível especular com base em alguns indícios.

As saídas dos ETFs SPY e VOO, por exemplo, podem ter sido apenas uma reorganização estratégica, já que essas posições representavam parcelas pequenas da carteira da Berkshire.

A redução em bancos como Bank of America, Capital One, Citigroup e Nu sugere um desinteresse crescente do investidor pelo setor bancário, que outrora era um dos seus favoritos.

No caso da DaVita, os desafios legais enfrentados pela companhia — como o acordo em julho de 2024 relacionado a alegações de pagamento de propinas — podem ter contribuído para a decisão. Buffett é conhecido por exigir padrões éticos elevados das empresas nas quais investe.

Quanto às demais ações, como Ulta Beauty, Charter, T-Mobile, Formula One Group e Louisiana Pacific, é possível que Buffett esteja menos otimista em relação às suas perspectivas de crescimento. A Ulta, por exemplo, perdeu participação de mercado no setor de beleza em 2025 — algo inédito na história da empresa.

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