O PSEC11 reportou resultado distribuível de R$ 12,772 milhões em abril de 2024, impulsionado por receitas de R$ 7,769 milhões e despesas totais de R$ 987 mil. Em linha com a gestão ativa, o fundo preservou a regularidade de pagamentos, ao mesmo tempo em que reforçou sua posição em crédito estruturado. Esse movimento sustenta o objetivo de melhorar a previsibilidade de fluxos e a resiliência do portfólio ao longo dos próximos meses.
Por cota, o resultado distribuível atingiu R$ 0,69, enquanto a distribuição foi mantida em R$ 0,55 por cota. A diferença contribuiu para elevar a reserva acumulada de R$ 0,03 para R$ 0,18 por cota, criando um colchão para eventuais oscilações de receita. Esse avanço reforça a disciplina na gestão de caixa e a consistência na política de rendimentos do fundo.
O fundo imobiliário PSEC11 intensificou a realocação para CRIs diretos ao longo de abril, reduzindo, em paralelo, a exposição a FIIs listados como parte do reposicionamento estratégico. Ao priorizar operações de crédito com garantias e taxas atrativas, a carteira busca ampliar a geração de carrego e diversificar riscos setoriais e de indexadores, preservando liquidez seletiva.
A alocação somou R$ 76 milhões distribuídos em sete novas operações de CRIs, equivalentes a 5,5% do patrimônio líquido. As taxas médias pactuadas foram IPCA + 10,5% ao ano e CDI + 5,0% ao ano, patamar competitivo frente ao histórico recente do mercado. Entre as operações, destacam-se os CRIs MOS Jardins Pinheiros II e MOS Jardins Pinheiros, ambos atrelados ao CDI.
Também entraram na carteira os CRIs Cabreúva, Cone Refri, CB I Meza, Windsock e Plano Plano, com cupons entre IPCA + 8,7% e IPCA + 14,4%. No consolidado, a taxa média ficou em IPCA + 10,6% e CDI + 5,0%, com os CRIs representando 21,4% do ativo e contribuindo com R$ 0,23 por cota em juros e correção no mês.
A carteira segue em transição: hoje são 79 FIIs, com meta de reduzir para 40–50 posições até dezembro. A composição atual indica 40% em FIIs líquidos, 34% em FIIs via private placement, 21% em CRIs e 5,1% em caixa, alinhando liquidez, retorno e controle de risco para sustentar o desempenho do PSEC11.
