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PRIO sobe e puxa petrolíferas; veja os destaques do Ibovespa

Gráfico de negociação do mercado de ações na tela do computador

Imagem gerada por IA

As ações da PRIO (PRIO3) lideram as altas do Ibovespa na última quinta-feira (2), com avanço de 3,7% para R$ 66,50 às 13h. O rali ocorre em meio à escalada do petróleo no exterior, impulsionada por novos desdobramentos no Oriente Médio e maior aversão ao risco. Investidores buscam exposição ao setor de óleo e gás diante da perspectiva de preços mais firmes da commodity.

Entre as pares locais, Brava Energia (BRAV3) sobe 2,42% para R$ 20,30, enquanto Petrobras ON (PETR3) avança 2,25% para R$ 53,10. As preferenciais (PETR4), as mais negociadas do dia, ganham 1,93% e atingem R$ 48,29, acompanhando o movimento global das companhias ligadas a petróleo e derivados.

O Ibovespa opera próximo da estabilidade, com leve alta de 0,06% aos 188.072,75 pontos às 13h. O desempenho contido do índice reflete a compensação entre a força das petrolíferas e a realização de lucros em setores sensíveis a juros e a riscos globais. O giro permanece em linha com a média recente, com investidores seletivos.

Por que o petróleo dispara? A alta da commodity foi catalisada por declarações do presidente americano Donald Trump sobre possíveis novos ataques ao Irã, reduzindo a chance de trégua no curto prazo. O Brent para junho avança 6,36% para US$ 107,60, enquanto o WTI para maio dispara 11,12% para US$ 111,24, refletindo prêmios de risco geopolítico e receio de interrupções de oferta.

Nos mercados internacionais, o humor é frágil. A combinação de pressões inflacionárias e incertezas geopolíticas pesa sobre ações de tecnologia e consumo. O Nasdaq recua 0,25%, o S&P 500 cai 0,32% e o Stoxx 600 fecha em baixa de 0,18%, com rotação tática para setores defensivos e de energia.

Para a bolsa brasileira, o cenário de petróleo forte tende a sustentar margens das produtoras, favorecendo nomes com alavancas operacionais robustas. Ainda assim, a volatilidade pode permanecer elevada enquanto o noticiário externo ditar o apetite por risco e a curva de juros reagir às expectativas de inflação importada via combustíveis.

No curto prazo, as ações da PRIO se beneficiam do preço do barril mais alto e de expectativas positivas para geração de caixa. A performance, porém, seguirá sensível a novos capítulos do conflito e à dinâmica dos mercados globais.

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