Status Invest Notícias
Negócios

Petrobras injeta “bilhões” nos cofres públicos e responde por 5,4% da arrecadação

Petrobras (PETR4)

Petrobras (PETR4) - Foto: Agência Petrobras

A Petrobras tributos direcionou R$ 72,4 bilhões aos cofres públicos no primeiro trimestre de 2026, o equivalente a 5,4% de toda a arrecadação federal do período. O montante, detalhado no Relatório Fiscal desta segunda-feira (19), aponta avanço de 8% em relação ao mesmo trimestre de 2025, reforçando a relevância fiscal da companhia. O desempenho reflete tanto maior atividade operacional quanto mudanças regulatórias recentes.

No recorte por natureza de recolhimento, foram R$ 49,4 bilhões em tributos próprios, R$ 14,8 bilhões em participações governamentais e R$ 8,2 bilhões em tributos retidos de terceiros. A União concentrou a maior fatia, com R$ 27,3 bilhões em tributos federais; somadas as participações governamentais, o repasse federal alcançou R$ 42,1 bilhões.

Os estados receberam R$ 29,6 bilhões, equivalentes a 12,3% da receita estadual total, enquanto os municípios ficaram com R$ 700 milhões. O avanço de 13,4% nos repasses estaduais decorreu principalmente da alta das alíquotas ad rem do ICMS sobre combustíveis, vigente desde janeiro, e do aumento da mistura de etanol na gasolina de 27% para 30%.

A Petrobras tributos também evidenciou a composição das participações governamentais: R$ 9,7 bilhões em royalties, R$ 4,2 bilhões em participação especial, R$ 700 milhões em bônus de assinatura e R$ 200 milhões em taxas diversas. Em março, após mudanças regulatórias, iniciou-se o recolhimento do imposto de exportação sobre petróleo bruto e diesel, somando R$ 5,5 milhões no mês.

Em 20 estados, a Petrobras responde por mais de 10% da arrecadação de ICMS, sublinhando seu peso nas finanças subnacionais. Esse efeito se distribui ao longo da cadeia de combustíveis, com impacto direto em receitas de estados e prefeituras, sobretudo nas regiões produtoras e com maior consumo.

O resultado do 1T26 indica tendência de sustentação das receitas públicas atreladas ao setor de óleo e gás. A Petrobras tributos deve seguir influenciando a arrecadação com a combinação de produção estável, regime de preços e ajustes tributários. A continuidade de alíquotas do ICMS, a política de combustíveis e o câmbio podem recalibrar os valores no próximo trimestre, mas a presença da petroleira segue estrutural para o caixa de União, estados e municípios.

Sair da versão mobile