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IPCA-15 cai em março e alimentos pressionam; veja valor divulgado

Mercado financeiro ações - investimentos

Foto: Suno/Banco

O IPCA-15 de março avançou 0,44%, segundo o IBGE, desacelerando frente aos 0,84% de fevereiro. No acumulado de 12 meses, o indicador recuou para 3,90%, contra 4,10% no período anterior. A leitura indica perda de fôlego da inflação subjacente, ainda que pressões pontuais tenham persistido em itens sensíveis ao clima e à oferta.

A alimentação foi o principal vetor, com alta de 0,88% no grupo Alimentação e bebidas e contribuição de 0,19 ponto percentual para o índice. A alimentação no domicílio acelerou de 0,09% para 1,10%, puxada por açaí, feijão-carioca, ovo de galinha, leite longa vida e carnes. O comportamento desses itens sugere influência de entressafra e custos logísticos.

Entre os demais grupos, Despesas pessoais subiu 0,82%, refletindo avanço em serviços bancários e remuneração de empregado doméstico. Saúde e cuidados pessoais aumentou 0,36%, com reajustes em planos de saúde e impacto moderado de itens de higiene. Habitação acelerou de 0,06% para 0,24%, com destaque para a energia elétrica residencial, que registrou alta de 0,29%.

Transportes registrou 0,21%, marcando desaceleração em relação a fevereiro. As passagens aéreas dispararam 5,94% e responderam pelo maior impacto individual do mês, compensando parcialmente a queda nos combustíveis (-0,03%), com recuos no gás veicular, etanol e gasolina. Esse alívio nos combustíveis ajudou a conter a difusão inflacionária no grupo.

Nas variações regionais, Recife liderou com alta de 0,82%, influenciada por tomate e gasolina. Curitiba foi a única região com queda (-0,06%), devido a recuos em emplacamento, frutas e gasolina. As diferenças regionais reforçam como fatores locais, safras e dinâmica de preços administrados modulam o comportamento do índice.

Em síntese, o IPCA-15 desacelera, mas a composição ainda inspira cautela, com alimentos e passagens aéreas pressionando o curto prazo. Para os próximos meses, a trajetória dependerá do alívio em itens in natura, da persistência nos serviços e do câmbio. A manutenção de expectativas ancoradas e o acompanhamento de preços livres e administrados serão decisivos para consolidar a desinflação.

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