O Ibovespa fechou em alta de 0,72% nesta quinta-feira (14), aos 178.365,86 pontos, após três pregões seguidos de queda. O avanço representou um alívio parcial frente à forte aversão ao risco da véspera, quando o pessimismo doméstico pressionou o mercado. Apesar do respiro, investidores seguem cautelosos, monitorando indicadores e o noticiário corporativo.
O índice principal da B3 ainda está cerca de 20 mil pontos abaixo do recorde histórico de fechamento, de 14 de abril, quando marcou 198,6 mil pontos. Desde então, foram apenas seis sessões de valorização em 20 pregões, refletindo a volatilidade recente. No acumulado da semana, o Ibovespa recua 3,12%, e no mês, a queda é de 4,78%. Em 2026, porém, mantém ganho de 10,70%, sustentado por fluxos pontuais e expectativas com resultados.
Segundo Alison Correia, analista e cofundador da Dom Investimentos, o movimento do dia foi um ajuste técnico. Para ele, a alta não sinaliza uma mudança de tendência, mas sim a correção parcial das perdas recentes. Esse diagnóstico reforça a leitura de que o rali foi moderado e dependente do fluxo intraday, sem gatilhos macro relevantes.
Destaque também para o câmbio: o dólar à vista caiu 0,45%, fechando a R$ 4,9863, novamente abaixo de R$ 5. Bruno Shahini, especialista da Nomad, atribuiu o recuo a ajuste técnico e leve melhora no exterior, com apetite ao risco um pouco maior. Nos EUA, os principais índices avançaram: Dow Jones (+0,75%), S&P 500 (+0,77%) e Nasdaq (+0,88%), apoiando o humor global.
Entre as ações, Usiminas (USIM5) liderou as altas com salto de 7,97%, acompanhada por C&A (CEAB3), que subiu 5,84%, e MRV (MRVE3), com ganho de 4,89%. O desempenho refletiu busca por pechinchas e rotação setorial, favorecendo papéis mais sensíveis ao ciclo econômico e à percepção de risco.
Na ponta oposta, Vale (VALE3) caiu 1,70%, pressionando o índice, enquanto Bradespar (BRAP4) recuou 1,72% e SLC Agrícola (SLCE3) perdeu 1,59%. O enfraquecimento das commodities e ajustes nas carteiras explicaram parte do movimento. Assim, o Ibovespa fecha o dia positivo, mas ainda distante de uma tendência clara, exigindo seleção criteriosa de ativos.
