O Ibovespa avança com força nesta quarta-feira (25), sustentando alta de 1,64% aos 185.494,42 pontos por volta das 12h10, após leve ganho de 0,32% na véspera. O índice chegou a superar os 186 mil pontos no começo do pregão, amparado por um ambiente externo mais construtivo e rotação setorial doméstica.
A melhora do humor global decorre das expectativas de progresso nas negociações entre Estados Unidos e Irã, após Donald Trump sinalizar ontem avanços rumo a um entendimento que possa reduzir tensões no Oriente Médio. Esse alívio geopolítico favorece ativos de risco e reduz prêmios exigidos pelos investidores.
Em meio ao esforço diplomático, o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, ofereceu o país como sede para novas rodadas de diálogo. Em publicação no X, afirmou que o Paquistão está “pronto e honrado” para receber conversas “significativas e conclusivas”, em busca de uma solução abrangente para o conflito regional. O gesto reforça a percepção de vias abertas para a mediação.
Lá fora, os mercados acompanham o tom positivo. O Stoxx 600 europeu sobe 1,05% às 12h30, enquanto, em Wall Street, a Nasdaq avança 0,96% e o S&P 500 ganha 0,66%. O apetite por risco global respinga na Bolsa brasileira, ampliando a procura por papéis cíclicos e de crescimento, que se beneficiam de juros terminais mais baixos e menor aversão a risco.
A cotação do petróleo recua com a possibilidade de distensão no Oriente Médio. O Brent opera a US$ 96, abaixo dos US$ 100, aliviando custos para diversos setores, mas pressionando petrolíferas. Entre as principais quedas do índice, PRIO3 recua 0,98%, a R$ 66,97, refletindo a revisão de expectativas de margem no curto prazo.
O dólar também perde força frente ao real, em linha com o fluxo para ativos emergentes. A moeda americana cai 0,57%, negociada a R$ 5,224/R$ 5,225 às 12h40, movimento que tende a favorecer empresas domésticas e reduzir pressões inflacionárias de bens transacionáveis.
Com o exterior colaborando e a volatilidade do petróleo em queda, o Ibovespa encontra espaço para prolongar o movimento de recuperação, enquanto investidores monitoram sinais concretos de avanço nas tratativas EUA-Irã e seus desdobramentos sobre commodities, câmbio e fluxos globais.
