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Ferrari lança seu primeiro modelo 100% elétrico; confira a novidade

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Ferrari. Foto: Divulgação/Ferrari

A Ferrari apresentou nesta terça-feira (26) seu primeiro modelo 100% elétrico, o Luce, e viu as ações recuarem 4,7% na Bolsa de Nova York. O movimento reflete a leitura cautelosa dos investidores sobre a guinada da marca rumo à eletrificação, tema que divide fãs e analistas do setor automotivo.

Por volta das 10h50, os papéis caíam 4,74%, negociados a US$ 331,75. A pressão vendedora ocorreu após o evento em Roma, que concluiu um ciclo de apresentações iniciado em 2023. Para parte do mercado, a estreia do Luce aumenta incertezas sobre margens, posicionamento de marca e cronograma de entregas.

O lançamento marca uma virada estratégica: a montadora, até então fiel a motores a combustão e híbridos, coloca seu peso em um produto totalmente elétrico. A aposta busca atender regulações ambientais e capturar demanda premium por EVs, sem diluir o prestígio associado às ações da Ferrari e à sua herança esportiva.

O que torna o Luce diferente? O modelo rompe tradições centenárias ao adotar quatro portas e cinco assentos, solução pensada para ampliar o uso no dia a dia e atrair novos clientes. O desenvolvimento teve parceria da LoveFrom, de Jony Ive, ex-Apple, reforçando o apelo de design e experiência de usuário.

Quais são as especificações? Batizado “Luce” (luz, em italiano), levou cinco anos para sair do papel, segundo o CEO Benedetto Vigna. Com um motor elétrico por roda, entrega tração independente, acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 2,5 segundos e supera 310 km/h, posicionando-se entre os superesportivos elétricos de mais alta performance.

Por que a controvérsia? O desenho dividiu opiniões e foi comparado a EVs convencionais, enquanto analistas questionam se o produto preserva o DNA Ferrari, historicamente ligado aos V8 e V12 e ao som inconfundível dos escapamentos. Em paralelo, as ações da Ferrari reagem à percepção de risco sobre custos, escala produtiva e aceitação do público fiel.

No curto prazo, a volatilidade pode persistir à medida que o mercado avalia pedidos, margens e cronograma. No longo, o sucesso do Luce será medido pela capacidade de manter exclusividade, desempenho e rentabilidade — pilares que sustentam o prêmio embutido nas ações da Ferrari e a força da marca.

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