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Energisa (ENGI11) vê consumo subir 3,5% e BTG mantém otimismo com ação

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Foto: Suno/Banco

A Energisa (ENGI11) chega à temporada de resultados com sinais operacionais favoráveis. O destaque é o avanço de 3,5% no consumo de energia consolidado na base anual, impulsionado por residências e indústrias. Segundo o BTG Pactual, oito das nove concessões apresentaram alta, sugerindo resiliência na demanda mesmo com um ambiente macro ainda desafiador.

O clima também ajudou. Temperaturas mais elevadas nas regiões Norte e na EMT reforçaram o uso de refrigeração e climatização, elevando o volume distribuído. Entre as distribuidoras, EMT liderou com 6,7% de crescimento, seguida por ESE (5,0%) e EPB (4,4%). A expansão da base de clientes contribuiu adicionalmente para a tendência positiva no trimestre.

No eixo de eficiência, as perdas permaneceram estáveis em 12,30% no consolidado. Embora algumas áreas tenham avançado, outras concessões seguem acima dos limites regulatórios. Esse equilíbrio delicado mantém o tema como prioridade operacional e regulatória, com monitoramento contínuo por analistas e investidores.

Os analistas do BTG observam progresso gradual na disciplina operacional, especialmente em unidades com histórico mais desafiador. A leitura é de que a consistência das iniciativas de combate a perdas e de melhoria de qualidade tende a sustentar ganhos ao longo do tempo. Ainda assim, o cumprimento de metas regulatórias segue como um vetor-chave de valor.

Do lado das perspectivas, o banco mantém recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 60, ancorado em fundamentos robustos e capacidade de geração de caixa. Há, porém, a indicação de um período de transição, com possível pressão sobre lucro e retorno no curto prazo, em meio a ajustes operacionais e regulatórios.

O cenário-base projeta uma recuperação mais firme à frente, à medida que a normalização de variáveis climáticas, a captura de eficiência e a expansão orgânica se consolidem. A divulgação do 1T26, marcada para 11 de maio após o fechamento, deve oferecer maior visibilidade sobre margens, perdas e alavancas de crescimento da companhia, além de confirmar a trajetória do consumo de energia.

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