A petroleira colombiana Ecopetrol está próxima de fechar acordo para adquirir participação na Brava Energia (BRAV3), segundo apuração publicada nesta quinta-feira (23) pelo Pipeline, do Valor Econômico. A informação reaparece duas semanas após a companhia brasileira negar oficialmente a existência de tratativas, reacendendo o interesse do mercado e elevando a temperatura nas negociações.
No pregão de hoje, as ações BRAV3 avançam 1,76%, a R$ 20,76 às 12h10, em contraste com a queda do Ibovespa no mesmo período. O movimento indica que investidores reavaliam o prêmio potencial embutido em uma transação com a Ecopetrol, especialmente diante do apetite de aquisição da petroleira colombiana e do possível ganho de escala no setor.
Segundo três fontes ouvidas pelo Pipeline, a Ecopetrol conversa diretamente com acionistas vendedores, sem a participação da administração da Brava Energia. A abordagem fora do management sugere foco em um bloco relevante de ações, o que poderia acelerar o fechamento e reduzir incertezas regulatórias, ainda que mantenha a necessidade de comunicados formais ao mercado.
Inicialmente, a Ecopetrol teria ofertado R$ 21 por ação, proposta rechaçada pelos vendedores. Em resposta, o grupo apresentou uma contraproposta a R$ 23 por papel no início do mês, estreitando o intervalo de preço e sinalizando disposição para convergir a um valor de referência. A diferença, embora pequena, reflete a percepção de prêmio por controle ou influência relevante.
Rumores sobre a operação começaram em dezembro de 2024, quando o Pipeline noticiou o interesse da colombiana em adquirir participação e procurou Bradesco, Jive e Yellowstone. A resistência ao preço inicial estancou o avanço das conversas, enquanto a escalada de conflitos no Irã adicionou volatilidade e atrasou o cronograma de due diligence e decisão.
Em 7 de abril, a BRAV3 negou as negociações com a Ecopetrol, gatilho para queda de cerca de 3% nas ações naquele pregão. Agora, com as conversas retomadas e o noticiário mais favorável, o mercado volta a precificar a possibilidade de acordo, mantendo a Brava Energia no centro do radar e reforçando a tese de consolidação no setor de óleo e gás.
