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HSML11 lucra R$ 14,1 milhões e mantém previsão de dividendos até dezembro

Uma mulher de terno está trabalhando em um computador

Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário encerrou setembro de 2026 com resultado de R$ 14,095 milhões, equivalente a R$ 0,66 por cota, conforme o relatório gerencial mais recente. O documento também atualizou as projeções de distribuição para os últimos meses do ano, mantendo o intervalo previamente comunicado.

Os dividendos do HSML11 superaram o resultado do mês. Mesmo com R$ 0,66 por cota em setembro, o fundo distribuiu R$ 0,75 por cota, com pagamento em 7 de outubro de 2026. A diferença foi coberta por parte dos resultados acumulados em períodos anteriores, de acordo com o relatório.

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Após essa distribuição, a reserva permanecia em R$ 26,2 milhões, equivalente a R$ 1,23 por cota. Com base no preço de fechamento de R$ 83,58 registrado em setembro, os proventos representaram um dividend yield mensal de aproximadamente 0,90%, ou 10,8% em termos anualizados, considerando a referência do período.

Para o restante de 2026, a administração manteve a projeção de pagamentos entre R$ 0,74 e R$ 0,78 por cota. A estimativa considera as condições financeiras e operacionais do portfólio e pode ser revista conforme a evolução dos resultados, sem configurar garantia de distribuições futuras.

Segundo o relatório gerencial, a faixa indicada para os próximos meses permanece inalterada em relação às comunicações anteriores. A manutenção do intervalo reflete o desempenho recente do portfólio e o cronograma de expansão e inaugurações divulgados para o período.

Receitas, despesas e resultado operacional

No mês, a receita imobiliária alcançou R$ 17,832 milhões, enquanto as aplicações financeiras contribuíram com R$ 504,9 mil. As despesas somaram R$ 4,242 milhões, incluindo R$ 2,534 milhões em encargos financeiros recorrentes registrados na competência de setembro.

No acumulado de janeiro a setembro, o resultado chegou a R$ 154,815 milhões, ou R$ 7,26 por cota. No mesmo intervalo, o resultado operacional somou R$ 238,357 milhões, antes da contabilização de R$ 83,542 milhões em despesas financeiras extraordinárias decorrentes dos pré-pagamentos de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).

Esses números evidenciam a contribuição das operações imobiliárias e o impacto dos custos financeiros ao longo do período. As despesas extraordinárias mencionadas têm caráter específico e foram reconhecidas em função dos pré-pagamentos de CRIs, conforme detalhado no relatório.

Expansão do Shopping Uberaba e portfólio

Entre as atualizações operacionais, a conclusão das obras civis de expansão do Shopping Uberaba, em Minas Gerais, foi um dos destaques do trimestre. O empreendimento iniciou a entrega dos novos espaços comerciais aos lojistas, com previsão de abertura integral da área ampliada no quarto trimestre.

A primeira loja da expansão entrou em operação em 21 de setembro, com a inauguração do Outback Steakhouse, primeira unidade da rede em Uberaba. Segundo a administração, a nova operação tende a atrair visitantes e a ampliar o tempo de permanência dos consumidores no shopping.

Ao final de setembro, o fundo mantinha participações em oito shopping centers distribuídos por cinco estados brasileiros. A área bruta locável (ABL) própria somava cerca de 181 mil metros quadrados, com participação majoritária em 97% da área total administrada pelos ativos do portfólio.

Nos indicadores operacionais mais recentes, referentes a agosto, a taxa de ocupação alcançou 96,3%. No mês, foram firmados seis contratos de locação e inauguradas 14 lojas na carteira do fundo. O custo de ocupação dos lojistas ficou em 9,7%, a inadimplência líquida em 2,2% e os descontos concedidos sobre os aluguéis em 0,5%.

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