A Azul (AZUL4) informou nesta segunda-feira (24) que está analisando a possibilidade de realizar uma oferta pública primária de ações preferenciais. A operação seria conduzida sob o regime de registro automático, ou seja, sem a necessidade de análise prévia pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A informação havia sido antecipada pela Coluna do Broadcast em 20 de março. No fato relevante enviado à CVM, a companhia explicou que a possível emissão faz parte do processo de reestruturação e recapitalização iniciado em janeiro de 2025.
Apesar disso, a empresa destacou que, até o momento, o conselho de administração ainda não aprovou formalmente a realização da oferta, tampouco definiu seus termos e condições, que seguem em avaliação. “Caso a oferta seja efetivada, será conduzida de acordo com a legislação e regulamentação vigente”, informou a Azul.
No mês anterior, a empresa já havia divulgado à CVM a aprovação, por parte dos acionistas, de uma futura oferta com ações preferenciais precificadas a R$ 4,50. No entanto, ainda não foi definida uma data para essa eventual operação.
Com uma dívida líquida de R$ 29,579 bilhões, conforme os dados do último balanço, e um índice de alavancagem de 4,9 vezes o Ebitda — considerado elevado para os padrões do setor —, a companhia busca reforçar seu caixa por meio da captação de recursos com novas ações, visando reduzir seu nível de endividamento.
Desempenho financeiro da Azul (AZUL4)
No quarto trimestre de 2024 (4T24), a Azul apresentou um lucro operacional de R$ 1,237 bilhão, um crescimento de 40% em comparação com o mesmo período de 2023. O Ebitda totalizou R$ 1,950 bilhão, avanço de 33% em relação ao quarto trimestre do ano anterior.
No consolidado de 2024, a companhia alcançou um lucro operacional de R$ 3,5 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 6,1 bilhões.