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SP registra 834 mil m² de absorção de escritórios em 12 meses

Uma mulher de camisa branca e óculos trabalhando em um laptop

Imagem gerada por IA

A absorção bruta de escritórios em São Paulo somou 834 mil m² nos últimos 12 meses, marcando o segundo melhor desempenho em cinco anos. O levantamento integra a Pesquisa e Análise do Mercado de Locação de Escritórios do 4º trimestre de 2025, realizada pelo Secovi-SP em parceria com a CBRE, cobrindo 8,7 milhões de m² de ABL de alto padrão na capital. O recorte evidencia uma demanda consistente, apoiada por relocação estratégica e expansão em setores de serviços, tecnologia e finanças.

A concentração da procura em edifícios modernos reforça o movimento de absorção de escritórios voltada a padrões técnicos superiores. No 4º trimestre, 60% da absorção bruta ocorreu em prédios Classe A e A+, o maior percentual em cinco anos. Esse comportamento indica busca por eficiência operacional, melhores certificações e endereços com infraestrutura consolidada de mobilidade e serviços.

Em linha com o chamado flight to quality, empresas priorizam torres com ar-condicionado central, pé-direito elevado e piso elevado, além de sistemas de automação e eficiência energética. Os ativos avaliados passam por cerca de 100 critérios técnicos, o que eleva a seletividade dos locatários e diferencia espaços de alto desempenho em conforto, flexibilidade de layout e sustentabilidade.

Mesmo com redução de vacância em eixos-chave, o preço médio de locação para Classe A/A+ permaneceu estável no trimestre. A oferta contínua de espaços Triple A tem equilibrado a pressão por reajustes, diluindo movimentos especulativos e mantendo a atratividade para contratos de médio e longo prazos.

Regiões tradicionais, como Avenida Paulista e Jardins, registraram queda de disponibilidade, refletindo a preferência por endereços consolidados e próximos ao transporte público. Ainda assim, a entrada e a adaptação de lajes em empreendimentos Triple A em outras centralidades ajudam a distribuir a demanda e preservar a estabilidade de preços.

Para 2026, a perspectiva é de seletividade maior, com vacância caindo nos ativos mais qualificados e negociação mais competitiva para prédios fora do topo. Assim, a absorção de escritórios tende a manter viés positivo, impulsionada pela modernização dos portfólios corporativos e pela busca de eficiência total de ocupação.

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